A Pacová divulga o resultado da Chamada – Feminismos Populares em Defesa do Bem Viver e dos Territórios, iniciativa do Fundo de Apoio a Organizações Populares (FAOP), voltada ao fortalecimento de organizações, coletivos e movimentos feministas que atuam desde os territórios na defesa da vida, dos direitos e do bem viver.
A iniciativa reafirma os feminismos populares como eixo estratégico no enfrentamento às desigualdades estruturais, à violência e aos processos de expropriação que atingem mulheres e seus territórios, fortalecendo práticas coletivas que sustentam a vida e constroem alternativas ao modelo dominante.
Construída a partir dos princípios da filantropia solidária, a chamada afirma formas de financiamento comprometidas com a confiança, a autonomia e o reconhecimento dos saberes territoriais, fortalecendo relações diretas com os movimentos e ampliando as condições para que suas iniciativas se desenvolvam com liberdade e sustentabilidade.
As organizações selecionadas nesta chamada são:
- Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) – Paraná
- Casa de Cultura Marielle Franco Brasil – Bahia
As organizações selecionadas receberão apoio financeiro direto, de uso livre e flexível, que pode ser usado no fortalecimento institucional, à sustentabilidade das iniciativas ou na ampliação de sua capacidade de atuação. Também contarão com acompanhamento técnico no âmbito do Programa de Apoio a Organizações Populares (PAOP), respeitando suas formas de organização, tempos e prioridades.
Diante do processo de análise, buscou-se garantir uma avaliação cuidadosa e contextualizada, respeitando a diversidade de trajetórias e realidades das iniciativas inscritas.
A metodologia adotada reforça o compromisso do FAOP com processos acessíveis e desburocratizados, tanto na inscrição quanto no acompanhamento e na prestação de contas, fortalecendo relações de confiança e valorizando as experiências construídas nos territórios.
A Chamada – Feminismos Populares em Defesa do Bem Viver e dos Territórios consolida-se como uma estratégia fundamental para fortalecer a auto-organização das mulheres, ampliar a autonomia das iniciativas e sustentar práticas políticas comprometidas com a vida, a justiça e a transformação social.
Seguimos fortalecendo os feminismos populares como parte das lutas e da construção coletiva nos territórios.